O Cruzeiro teve um retrospecto amplamente favorável ao Atlético nos clássicos disputados entre 2001 e 2010. Foram 22 triunfos, contra dez derrotas. Houve ainda 12 empates. No primeiro duelo deste ano e da nova década, o conjunto é a arma celeste para sair vitorioso.
A espinha dorsal do Cruzeiro foi montada em 2008, pelo então técnico Adílson Batista, e a maioria do time que estará em campo no sábado, na Arena do Jacaré, atua junto há pelos menos três anos.
Até quem chegou por último, como o volante Leandro Guerreiro, admite que a adaptação foi mais fácil pelo fato de a equipe estar montada há algumas temporadas. “Sem dúvida, o diferencial do Cruzeiro no clássico é o conjunto. É um grupo que está junto há muito tempo, se não me engano só eu sou novo nesse clássico (o zagueiro Leo também estreará). O ponto forte é esse conjunto, que já demonstrou no ano passado que tem muita qualidade”.
O volante Henrique é um dos representantes da ‘base cruzeirense’ formada em 2008 e já disputou dez clássicos. Segundo ele, o ‘conjunto’ foi decisivo para o Cruzeiro obter oito vitórias, um empate e apenas uma derrota nas vezes em que ele atuou contra o rival. “É importante ter essa base, o grupo se conhecer, saber as qualidades, os defeitos, o que pode ser corrigido. A base foi mantida e é importante ter o conhecimento de todos os atletas. Isso é fundamental num jogo tão igual”.
Time conhecido, mas não manjado
Um detalhe importante, segundo Henrique, é que o Cruzeiro não se acomodou nesses últimos anos. Mesmo tendo uma base pronta, elenco foi reforçado e sempre criou alternativas para surpreender o rival.
Para ele, o Cruzeiro não tem um futebol previsível, embora seja bem conhecido. ”O time do Barcelona já está junto há muito tempo e quando eu vejo jogos deles, eles sobram dentro de campo. Então a gente tem que estar sempre inovando, buscando o diferencial, para sobressair nessas partidas. Tem que procurar novas jogadas, contra-ataques. A inovação tem que existir, independentemente de o time estar há muito tempo junto. Nós temos que sempre inovar para surpreender os adversários”, disse.
Enquanto o conjunto é a força do Cruzeiro, Henrique identifica o que lhe preocupa mais no rival. “A velocidade deles. A gente tem que estar de olho. São jogadores de qualidade, não se pode dar espaço. A gente tem que neutralizar essa qualidade deles, tem que ir em busca da vitória, tem que ser um time aguerrido em campo, como tem sido, um time brigador, um grupo que toca bem a bola, chegando bastante pelas laterais do campo”, ressaltou o volante, que busca da nona vitória.
Fonte: UAI
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